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A dor de garganta

Como a otite, a dor de garganta também é uma doença geralmente tratada pelos familiares, amigos e farmacêuticos. Ocorre com maior freqüência entre crianças em idade escolar e tem como causa um processo infeccioso agudo.

A infecção aguda da garganta pode ser causada por vírus ou bactérias. Seu diagnóstico pode ser feito com o exame clínico, no qual o profissional pode diferenciar uma infecção bacteriana de uma infecção viral. A vantagem do diagnóstico pelo exame clínico é evitar o desconforto da coleta do exame laboratorial.

Os vírus e as bactérias são capazes de se adaptar às moléculas das células locais, interagindo com proteínas e transformando as células da faringe em hospedeiras, dos vírus ou bactérias da dor de garganta.

Faringite Viral

Quando a dor de garganta é provocada por uma faringite viral, manifesta-se de forma moderada, nem sempre associada aos demais sintomas da faringite bacteriana como febre, mal-estar, dificuldade para engolir, falta de apetite, conjuntivite, rinite, tosse e rouquidão. Estes, quando presentes logo no início da doença, definem a causa da infecção.

A inflamação na faringe pode ser leve, mas sua evolução deve ser observada, pois pode se tornar grave, com o aparecimento de ulcerações no palato mole e nos pilares posteriores, com formação de placas de pus nos folículos linfóides. Dura em torno de cinco dias quando diagnosticada e tratada prontamente.

Infecção Bacteriológica

Se for provocada por infecção bacteriana, a dor de garganta é intensa e acompanhada de calafrios, dor ao engolir, cefaléia, dor abdominal, placas de pus na orofaringe, febre baixa, irritabilidade, anorexia, adenite cervical e escamação do céu da boca.

A faringite estreptocócica aparece de repente, após um período de incubação de 2 a 5 dias. De acordo com a idade do seu portador, pode se estender por 4 a 8 semanas e trazer complicações graves.

Qualquer manifestação clínica de processo infeccioso deve ser tratada por um médico, para evitar piora do quadro e outras decorrências, que podem ser prevenidas quando o diagnóstico é feito no inicio da doença e o tratamento seguido conforme orientação.

Amidalite

A tonsilite, conhecida como amidalite, também manifesta dor de garganta e se deve a processo infeccioso, freqüentemente causado por vírus. É acompanhada de tosse, coriza, rouquidão, diarréia, conjuntivite, e febre.

Acomete crianças de 1 a 3 anos. Entre os 3 e os 7 anos as tonsilites de repetição podem ser freqüentes sem que isto represente, obrigatoriamente, uma resistência diminuída contra as infecções. Nas infecções bacterianas, muitas vezes o desaparecimento dos sintomas faz com que a medicação antibiótica seja suspensa sem orientação profissional.

A ausência da dor de garganta nem sempre significa que a infecção foi eliminada. Infelizmente, a suspensão da medicação antibiótica sem orientação profissional, devido ao desaparecimento dos sintomas, é uma atitude comum por parte dos responsáveis pela criança.

Com isso, acabam por criar nova manifestação dos sintomas e outras complicações mais graves, pois a bactéria permanece no organismo quando o tratamento é interrompido precocemente.

Por que tratar a dor de garganta em serviços de saúde é tão importante?

Porque as complicações que podem surgir quando não há tratamento adequado são sérias. Entre elas estão otite média, sinusite, abscesso periamigdaliano ou retrofaríngeo, adenite purulenta e outras que podem se transformar em doenças crônicas, como febre reumática e glomerulonefrite difusa.

A glomerulonefrite difusa ocorre quando o anticorpo reage nos glomérulos, levando a inflamação para os órgãos que auxiliam no funcionamento do rim. Isso provoca deterioração da função renal, que pode ser temporária ou permanente.

Já a febre reumática ocorre quando os anticorpos que combatem a bactéria reagem com as estruturas do coração e das articulações, provocando sintomas semelhantes ao reumatismo e lesões graves das válvulas cardíacas.

A prevenção da febre reumática se faz pela administração correta dos antibióticos durante o prazo indicado pelo médico, que pode variar entre 7, 10 ou mais dias. O esclarecimento da não interrupção do tratamento é fundamental para se evitar complicações.

Ajude a divulgar a informação de que toda medicação deve ser dada pelo tempo predeterminado na receita, e que não deve ser interrompido o tratamento mesmo que os sintomas desapareçam. Só assim os estreptococos serão eliminados do organismo.

A dor de garganta nos adultos pode ocorrer por baixa das defesas imunológicas, causada pelo estresse. Quando tratada de forma doméstica, pode complicar ou ocasionar um desgaste maior ao organismo e um aumento do estresse, provocado pela limitação do desenvolvimento das atividades cotidianas, decorrentes dos sintomas apresentados.

Fatores de risco para dor de garganta

1) Fumo ou contato constante com fumantes.
2) Condições de habitação impróprias.
3) Grande número de pessoas permanecendo em um mesmo cômodo.
4) Falta de ventilação e insolação adequadas.
5) Ar-condicionado.
6) Alimentação irregular.

Fatores de risco para crianças

1) Retirada precoce do leite materno.
2) Presença de animais no domicílio.
3) Uso da chupeta, ou hábito de chupar dedo.
4) Permanência em creche ou escola, sem higiene e ventilação adequadas.
5) Presença de inalantes como aerossol, produtos de limpeza, perfumes e fumaças.

Medidas preventivas

1) Ingerir bastante água.
2) Dormir tempo suficiente.
3) Alimentação balanceada.
4) Evitar o estresse.
5) Evitar o fumo ou o contato passivo com a fumaça do cigarro.
6) Evitar ambientes com agentes poluentes.
7) Evitar ambientes com muita gente em meses frios.
8) Evitar a automedicação.
9) Procurar orientação médica sempre que surgir a dor de garganta acompanhada das manifestações descritas acima.

Estas informações têm como intenção auxiliar a avaliação crítica do leitor sobre este tema, não devem, em hipótese alguma, substituir os conselhos do seu médico ou de um outro profissional responsável pela sua saúde.

 

Fonte: Portal Unimeds.
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